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indistopia

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(no subject) [Oct. 25th, 2008|11:35 am]
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 "[...] O que é denunciado como «utópico» já nao é aquilo que «não tem lugar» nem pode ter nenhum lugar no universo histórico, mas antes o  que a autoridade das sociedades estabelecidas impede de acontecer.
As possibilidades utópicas são inerentes às forças tecnológicas do capitalismo e do capitalismo avançados: a utilização dessas forças numa escala global poria fim à pobreza e à escassez dentro de um futuro previsível." (P.14)

Hebert Marcuse (1977) - Um ensaio para a libertação. Lisboa: Livraria Bertrand.


 


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(no subject) [Jul. 11th, 2008|12:25 pm]
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[Current Mood |cynicalcynical]

Já não me recordo que empresa anunciou o que vou de seguida transmitir: se a Galp, se a BP. 
Com toda esta crise económica, o combustível dos nossos veículos a esganar os bolsos dos cidadãos, etc., parece que o consumo diminuiu (mas não creio que tenha sido muito). Ora se as pessoas começam a andar a pé, de transportes públicos, bicicleta, seja lá o que for, as receitas dessas empresas também reduzem. Isto significa MENOS LUCRO.
Vi no telejornal há uns dias o anúncio de que a Galp ou a BP, usando o argumento de que o consumo de combustível nos postos de abastecimento diminuiu, era possível que brevemente houvesse despedimentos.
Aqui está o segredo para NUNCA deixar de ser milionário: quando já não se factura tanto, eliminam-se cabeças para que o dinheiro não tenha de ser distribuído por tantas pessoas. Certamente que os lesados serão os seres humanos da base da cadeia da economia.
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Uma espécie de desabafo ao relembrar o telejornal [Jun. 25th, 2008|03:45 pm]
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Todas as greves e manifestações dos últimos tempos (camionistas, pescadores, agricultores, etc.), só vêm a provar a veracidade daquele ditado bem nacional: "Quando vai um português, vão logo dois ou três."

Bem, pelo menos vão, ainda que seguindo não só os de cá, mas os de lá, isto é, os espanhóis e os franceses. Há que tomar a iniciativa, minha gente!
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Bate palminhas aos pré-congelados, bate palminhas aos packs da TV Cabo, bate palminhas, bate... [Jun. 5th, 2008|02:19 pm]
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[Current Location |The Path of Most Resistance]

Muito me enerva ver o orgulho que tanta gente tem em si mesma e na imensidão que desconhece.
Muito me enerva ver gente a apontar constantemente o dedo e a atribuir culpas e esquecer-se que antes de mudarmos os outros, devemos nós mesmos constituir um exemplo para os que nos rodeiam.
Muito me enervam as mútuas bajulações dos pseudo-intelectuais, os que retêm toneladas de informação, conhecem mas não compreendem, a idolatração da mediocriodade disfarçada de progresso/evolução/a falsa crença de que é este o caminho que a Humanidade deve seguir. A inevitabilidade de tudo ir num decrescendo e nós, feitos parvos, a aplaudir a Grande Civilização.
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(no subject) [Feb. 16th, 2008|11:58 am]
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Morreu?
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Confesso num fôlego só [Oct. 8th, 2007|10:37 pm]
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  A curva do rio sobre a árvore. Vamos todos conversando, convertendo o nada que temos num pouco mais de nada. O que é dos outros interessa mais porque é dos outros e, na maior parte das vezes, vemos todos melhor aquilo que não temos vestido em nós que a nossa própria roupa.

  A curva do rio sobre a árvore, sobe a encosta contra a corrente. Os meus olhos vêem que sobe alto como o céu que não se pode tocar, que sobe tão feroz, contracorrente, que desfaz no fim da montanha o que os meus olhos já não vêem.

   Não pode haver razão para tanta cegueira. E pensar no futuro. Pensar que anda às escuras emanando um pó tal que nos derrete os pulmões no fogo que nasce na hora de partir. E partir para onde se nunca temos onde nascer outra vez? Digam-me o porquê de outra vida, de outra gente, se nem na nossa vida sabemos o que é viver…

O rio volta no leito que eu quiser desenhar com os meus dedos. Não com os dedos de ninguém. Com os meus! A tinta do meu sangue, do sangue que me corre e é só meu. Do sangue que nunca vou dar aos paisanos na arte de sobreviver. O futuro não faz sentido se eu quero que o rio ande para trás e me leve com ele. Talvez porque eu seja um fraco mas tanto do que se vive para trás é o que realmente consigo viver.

   E o futuro quem o ouvirá? A minha avó, claro, a tapar o rio dos olhos com as mãos e a chorar água do mar, pesada, pelo futuro que nunca teve. Palavra de honra que sorrir para o fundo do mar é sorrir clarinho os olhos azuis da minha avó. A dizerem

  - Cuidado contigo.

   E é comigo que eu tenho cuidado. Pena cuidar poucas vezes de mim. Embalo-me por ideias que não tenho. A curva do rio sobre a árvore não existe. Nem o rio, muito menos eu. E é conversando, convertendo o pequeno nada que temos num nada tão grande, que nos apercebemos de que na maior parte das fotografias, olhamos sempre para onde estamos e nunca nos vemos porque nunca somos os mesmos. Nos dias todos. Nunca nos repetimos. Não faz mal, também. O que é dos outros não me interessa e aquele casaco há muito que me deixou de servir. E tu avó, nos teus olhos que são todos os oceanos, esperas por mim e és a única que é das fotografias a mesma mulher que eu sei. Que eu conheci, que veste sempre aquela roupa quando me lembro. Ou a outra roupa de outra fotografia. Ou a curva do rio a subir por mim, eu a sorrir para os pombos, o braço da minha avó nas minhas costas, um cancro , uma morte, a perda e uma ponte de silencio que se esconde de mim para que não a atravesse nunca até que me toque um vento que me empurre no encanto deste lugar tão pueril que é a vida de um jovem inconsciente.

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o amor distópico [Oct. 5th, 2007|07:34 pm]
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[Current Mood |tiredtired]

Está aqui, está escrito precisamente na página mil setecentos e oitenta e dois milhões: o amor é usar e ser usado, é chorar só num vão de escada e sentir os nossos sentimentos a rir-se de nós, é ser usado como um objecto que se usa apenas quando se precisa.

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Top 50 Dystopian Movies of All Time [Sep. 30th, 2007|12:30 pm]
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[Current Mood |contentcontent]

"Massive dehumanization, totalitarian government, rampant disease, post-apocalyptic terrains, cyber-genetic technologies, societal chaos and widespread urban violence are some of the common themes in dystopian films which bravely examine the ominous shadow cast by future.

A dystopia is a fictional society that is the antithesis or complete opposite of a utopia, an ideal world with a perfect social, political and technological infrastructure. A world without chaos, strife or hunger. A world where the individual potential and freedom is celebrated and brought to the forefront.

In contrast, the dystopian world is undesirable with poverty and unequal domination by specific individuals over others. Dystopian films often construct a fictional universe and set it in a background which features scenarios such as dehumanizing technological advancements, man-made disasters or class-based revolutions."



Como é um dos conceitos abordados neste blog, porque não postar  o top 50 de filmes distopicos sugerido por este site? (Os filmes que estão a negrito são os que eu já vi)

   1.  Metropolis (1927)
   2. A Clockwork Orange (1971)
   3. Brazil (1985)
   4. Wings of Desire (1987)
   5. Blade Runner (1982)
   6. Children of Men (2006)
   7. The Matrix (1999)

   8. Mad Max 2: The Road Warrior (1981)
   9. Minority Report (2002)
  10. Delicatessen (1991)
  11. Sleeper (1973)
  12. The Trial (1962)
  13. Alphaville (1965)
  14. Twelve Monkeys (1995)
  15. Serenity (2005)

  16. Pleasantville (1998)
  17. Ghost in the Shell (1995)
  18. Battle Royale (2000)
  19. RoboCop (1987)

  20. Akira (1988)
  21. The City of Lost Children (1995)
  22. Planet of the Apes (1968)
  23. V for Vendetta (2005)

  24. Metropolis (2001)
  25. Gattaca (1997)
  26. Fahrenheit 451 (1966)
  27. On The Beach (1959)
  28. Mad Max (1979)
  29. Total Recall (1990)
  30. Dark City (1998)
  31. War Of the Worlds (1953)
  32. District 13 (2004)
  33. They Live (1988)
  34. THX 1138 (1971)
  35. Escape from New York (1981)
  36. A Scanner Darkly (2006)
  37. Silent Running (1972)
  38. Artificial Intelligence: AI (2001)
  39. Nineteen Eighty-Four (1984)
  40. A Boy and His Dog (1975)
  41. Soylent Green (1973)
  42. I Robot (2004)
  43. Logan's Run (1976)
  44. Strange Days (1995)
  45. Idiocracy (2006)
  46. Death Race 2000 (1975)
  47. Rollerball (1975)
  48. Starship Troopers (1997)
  49. One Point O (2004)
  50. Equilibrium (2002)
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Será possível? [Sep. 29th, 2007|08:27 pm]
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[Current Mood |confusedconfused]
[Current Music |As Coisas - Clã feat. Sérgio Godinho]

Será possível ser feliz quando olhamos para o lado e vemos infelicidade?
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Dentro [Sep. 19th, 2007|07:10 pm]
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Paz é andar de olhos fechados.
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